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Momento Maia 9 / 2009
Clean
June 16, 2009 12:45 PM PDT
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Obscuridades Brasileiras dos anos 70

Para começar o disco de 1973 - Banda Elétrica, disco que trazia um repertório eclético traduzido ao modernismo da época que era definido pelos teclados eletrônicos
• Banda Elétrica – Dança Ritual de Fuego
Odair Cabeça de Poeta e o Grupo Capote seguiu por um caminho de experimentação e mistura, muito influenciado por Tom Zé como pode se notar nesta faixa do disco O Forró Vai ser Doutor de 1975
• Odair Cabeça de Poeta – Sertão de Nova York
Antonio Adolfo em 1968, conheceu Tibério Gaspar, parceiro de consagradas composições, como "Juliana", "Sá Marina", "Teletema" e "BR-3" – canções que podem ser consideradas como uma vertente do tropicalismo, com cores não tão carregadas, como fizeram Gil, Tom Zé e Caetano. Não havia, além disso, uma inclusão implícita de Adolfo no movimento, talvez porque junto com sua Brazuca – grupo por ele integrado, não se considerasse um tropicalista. Ao mesmo tempo, Evinha também foi responsável pelo sucesso "Teletema". Apesar do sucesso conquistado nos Festivais Internacionais da Canção, a década de 70 foi particularmente difícil para Antonio Adolfo, que, não conseguindo editar seus discos de forma convencional, ao contrário do irmão Ruy Maurity, fundou seu próprio selo, o Artezanal (com "z" mesmo). Nasce, então, uma página importante na história musical brasileira – o disco totalmente independente. Esta faixa é do disco de 1972
• Antonio Adolfo – Sempre que possível é eu faço uma canção
Di Melo é um cantor e compositor pernambucano um dos muitos músicos injustiçados Brasil a fora. Considerado um dos pioneiros da música soul aqui no Brasil, Di Melo é desconhecido do grande público e é até difícil de compreender como o cidadão ficou no anonimato. Di Melo só tem um disco lançado(1975). Soul, funk e Mpb de primeira no mesmo prato e ainda por cima com arranjos de Hermeto Pascoal.
• Di Melo – Kilário
A Aratanha Azul surgiu em 1973, como uma espécie de banda de colégio. Thales Silveira (contrabaixista) e João Maurício (guitarrista) estudavam juntos no Colégio de Aplicação e eram aficionados por rock’n’roll. A estréia oficial do grupo se deu em outubro de 1974, durante a Semana de Arte do Colégio Padre Abranches. Apesar da sombra da ditadura estar sempre presente, era um período especial para o que se poderia chamar de a gênese da música pop pernambucana.
• Aratanha Azul – Como os aviões (1979)
Alceu Valença dispensa maiores comentários, mas sempre vale a pena verificarmos a totalidade seu trabalho que é riquíssimo com por exemplo esta faixa do disco Espelho Cristalino de 1977, onde pode-se destacar estra belisima faixa em parceria com Zé ramalho
• Alceu Valença – Dança das Borboletas
Outro que dispensa apresentações mas merece mais audições é Tom Zé, do seu disco de 1970 a belíssima e nada experimental o riso e a faca.
• Tom Zé – O riso e a faca
Em 1977, depois de fazer parte da dupla roqueira Tony & Frankye, Tony Bizarro resolveu apostar na onda de black music que invadia o país e gravou o álbum Nesse Inverno, até que Bizarro não faz feio no papel de soulman. Com voz levemente rouca e a necessária atitude black, canta funks dançantes. Os arranjos de Lincoln Olivetti e Waltel Branco, esbanjam cordas, no melhor estilo disco. O tempo acabou provando: como soulman, Tony Bizarro estava longe de ser um Tim Maia. Ainda assim, Nesse Inverno serve como veículo para uma reveladora viagem sonora pela década em que o pop brasileiro tentou virar black.
• Tony Bizarro – O que se faz da vida (1977)

Alcides Nenes deixa claro que se trata de um artista disposto a trabalhar com sonoridades diferentes e experimentais. O Trem, mais uma música de um tema tão forte para nossa cultura, sobre o qual já cantaram Raul Seixas, Gonzaguinha, Mercado de Peixe, entre outros. Desnecessário ressaltar a originalidade da música, captando tanto a força quanto a melancolia de um "trem velho" que chega à estação vazia, aliás, "não tinha nem estação não senhor"...
• Alcides Neves – O trem (1979)
Em 1974, Edson Mello criou o grupo Achados e Perdidos, e causou sensação naquele ano, apresentando-se os componentes do grupo, com cabelos coloridos e roupas espalhafatosas. Um grupo fazia uma alusão ao pop cômico e misturava influencias de Secos e Molhados, Raul seixas e Sergio Brito
• Achados e Perdidos – Festa dos Bichos

O grupo Bango gravou apenas um disco, no início dos anos setenta, para logo em seguida dissolver-se. O disco do Bango foi originalmente lançado pela gravadora brasileira Musidisc.
O som da banda é um mix de Mutantes, hard rock e progressivo, com forte presença de fuzz-guitars, teclados (órgão, especialmente) e vocais em português e inglês. Com qualidade internacional, o disco contém um variado repertório, com rock pesado, rock rural à la '2001', dos já citados Mutantes, e canções pop.
• Bango – Motor Maravilha
Clara Crocodilo foi o primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé com a participação da Banda Sabor de Veneno, que ele havia montado para uma (polêmica) participação no Festival Universitário da Canção da TV Cultura de São Paulo em 1979. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.
• Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno – Orgasmo Total