Seis graus de separação! Brincando com este conceito divertido, vamos investigar o inicio do blues/ rhythm /rock, inglês dos anos 60, quando surgiram centenas de bandas que, ate hoje, fazem a cabeça de milhares de pessoas em todo mundo!
Charlie Gillett, escritor e radialista britânico, observa que desde a década de vinte, havia um público na Inglaterra interessado nas formas mais antigas da música negro-norte-americana. Esse público sempre se sentia atraído por aquele estilo negro que saía nunca foi, devidamente, valorizado nos Estados Unidos. O gosto e o interesse pelo blues, na Inglaterra, surgiu e cresceu em função desse fenômeno.Começou, então a surgir muitos interessados em tocar o estilo, porém alguns já faziam esta pré historia como era o caso de Chris Barber, um trombonista que fazia seu trabalho inspirado nos cantores americanos negros, de blues, e tinha tocado com um ícone do pop inglês:Lonnie Donegan. Além disso Barber com sua sua banda freqüentemente acompanhava artistas como Bill Broonzy,Sister Roseta Tharpe, Sonny Terry e Brownie McGhee, Louis Jordan e Muddy Waters.A presença de Muddy Waters, tocando guitarra elétrica com a banda de Barber, numa excursão realizada ainda em 1957, provocou o protesto dos tradicionalistas e inaugurou uma cisão nos meios ingleses de blues.Se inaugurava,assim, o blues inglês eletrificado.
Os músicos mais novos foram imediatamente atraídos pela guitarra elétrica de Waters, dando origem ao moderno rhythm & blues inglês. Em 1960, Barber juntou a formação típica de New Orleans de sua banda um grupo de r&b que reunia a cantora Ottilie Patterson, Alexis Korner na guitarra e Ciryl Davies na harmônica. Eles tocavam apenas alguns números no final das apresentações de Barber mas agradaram o suficiente para que Korner e Davis decidissem, em 1962, a formar sua própria banda. Tiveram também de abrir seu próprio clube noturno (os outros, dominados pelos puristas, não admitiam o pecado de tocar blues com guitarra elétrica...). A 17 de março de 1962, a Blues Incorporated estreou no Ealing Rhythm And Blues Club, com Davies (harmônica e vocal), Korner (guitarra), Keith Scoot (piano), Andy Hoogenboom (baixo), Charlie Watts (bateria – que depois seria dos Rolling Stones) e Art Wood (vocal). Daí em diante, os grupos de r&b ingleses se multiplicaram e novos músicos despontavam. Na Blues Incorporated, tocaram o saxofonista Dick Heckstall-Smith, o pianista Johnny Parker, o baixista Jack Bruce, o baterista Ginger Baker e o cantor John Baldry. Entre os freqüentadores mais assíduos do Ealing R & B Club, estavam Brian Jones e Mick Jagger. Quando Davies deixou o grupo de Alexis Korner, organizou outro, com John Baldry nos vocais e Nicky Hopkins no piano. Os novos que iam aparecendo estavam predestinados a um sucesso que não foi alcançado pelos pioneiros como Barber, Korner, Davies ou Baldry. John Mayall surge com seus Blues Breakers, apresentando solistas na guitarra que estavam fadados ao estrelato, como Eric Clapton, Peter Green e Mick Taylor. Daí em diante, então, o mundo pop se encarregou de destacar alguns e deixar outros um tanto obscuros.
Na seleção musical do programa ouviremos:
• Lonnie Donegan / Chirs Barber – Rock Island Line -1955
• Jimmy Powell & The Dimensions– Sugar Baby – 1962
• Alexis Korner / Blues Incorporated – Night time is the right time -1964
• Cyril Davies and The All Stars – Not Fade Away -1963
• Joe Cocker – Precious Word -1964
• Rod Stewart – I’m Gonna Move To The Outskirts of Town -1964
• Rolling Stones (1963) – Bright Lights Big City- 1963
• Them – Little Girl -1965
• The Paramounts - I’m the one who loves you - 1965
• John Mayall Blues Breakers – All Your love -1966
• The Graham Bond Organization – Strut Around -1964
• Eric Clapton & Jimmy Page – Draggin´my tail - 1966
• Santa Barbara & Machine Head – Rubber Monkey -1967
• The British Invasion All Stars – Shape of Things -1991
Podcast Summary
Se você costumava ouvir o programa Momento Maia no rádio, ele está de volta, agora, aqui na Internet.
Se você nunca ouviu falar, é uma boa oportunidade de conhecer o Momento Maia Podcast, um programa musical criado e apresentado pelo jornalista Roberto Maia.
O programa traz uma seleção de momentos relevantes da História da música pop mundial.
Roberto Maia [http://www.robertomaia.com] é jornalista e engenheiro, dedica-se à relação entre comunicação e tecnologia.Na mídia impressa, já escreveu e escreve para diversos veículos e como produtor de televisão, atuou na área de jornalismo da TV Cultura e TV Bandeirantes e na produção de programas especiais para produtoras independentes. Foi apontado pela revista inglesa Record Collector como um dos maiores conhecedores da área de música pop de todo mundo. Trabalhou durante 15 anos como Diretor Artístico da Brasil 2000FM, desenvolvendo o conceito de college radio e durante esse período, recebeu por duas vezes o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) pela linguagem inovadora produzida pela rádio. Atualmente , através de sua própria produtora Agencia Pode [http://www.agenciapode.com.br]!, desenvolve projetos de comunicação empresarial , websites, produção de eventos, de programas de rádio e tv .
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