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Obscuridades Brasileiras dos anos 70

Para começar o disco de 1973 - Banda Elétrica, disco que trazia um repertório eclético traduzido ao modernismo da época que era definido pelos teclados eletrônicos
• Banda Elétrica – Dança Ritual de Fuego
Odair Cabeça de Poeta e o Grupo Capote seguiu por um caminho de experimentação e mistura, muito influenciado por Tom Zé como pode se notar nesta faixa do disco O Forró Vai ser Doutor de 1975
• Odair Cabeça de Poeta – Sertão de Nova York
Antonio Adolfo em 1968, conheceu Tibério Gaspar, parceiro de consagradas composições, como "Juliana", "Sá Marina", "Teletema" e "BR-3" – canções que podem ser consideradas como uma vertente do tropicalismo, com cores não tão carregadas, como fizeram Gil, Tom Zé e Caetano. Não havia, além disso, uma inclusão implícita de Adolfo no movimento, talvez porque junto com sua Brazuca – grupo por ele integrado, não se considerasse um tropicalista. Ao mesmo tempo, Evinha também foi responsável pelo sucesso "Teletema". Apesar do sucesso conquistado nos Festivais Internacionais da Canção, a década de 70 foi particularmente difícil para Antonio Adolfo, que, não conseguindo editar seus discos de forma convencional, ao contrário do irmão Ruy Maurity, fundou seu próprio selo, o Artezanal (com "z" mesmo). Nasce, então, uma página importante na história musical brasileira – o disco totalmente independente. Esta faixa é do disco de 1972
• Antonio Adolfo – Sempre que possível é eu faço uma canção
Di Melo é um cantor e compositor pernambucano um dos muitos músicos injustiçados Brasil a fora. Considerado um dos pioneiros da música soul aqui no Brasil, Di Melo é desconhecido do grande público e é até difícil de compreender como o cidadão ficou no anonimato. Di Melo só tem um disco lançado(1975). Soul, funk e Mpb de primeira no mesmo prato e ainda por cima com arranjos de Hermeto Pascoal.
• Di Melo – Kilário
A Aratanha Azul surgiu em 1973, como uma espécie de banda de colégio. Thales Silveira (contrabaixista) e João Maurício (guitarrista) estudavam juntos no Colégio de Aplicação e eram aficionados por rock’n’roll. A estréia oficial do grupo se deu em outubro de 1974, durante a Semana de Arte do Colégio Padre Abranches. Apesar da sombra da ditadura estar sempre presente, era um período especial para o que se poderia chamar de a gênese da música pop pernambucana.
• Aratanha Azul – Como os aviões (1979)
Alceu Valença dispensa maiores comentários, mas sempre vale a pena verificarmos a totalidade seu trabalho que é riquíssimo com por exemplo esta faixa do disco Espelho Cristalino de 1977, onde pode-se destacar estra belisima faixa em parceria com Zé ramalho
• Alceu Valença – Dança das Borboletas
Outro que dispensa apresentações mas merece mais audições é Tom Zé, do seu disco de 1970 a belíssima e nada experimental o riso e a faca.
• Tom Zé – O riso e a faca
Em 1977, depois de fazer parte da dupla roqueira Tony & Frankye, Tony Bizarro resolveu apostar na onda de black music que invadia o país e gravou o álbum Nesse Inverno, até que Bizarro não faz feio no papel de soulman. Com voz levemente rouca e a necessária atitude black, canta funks dançantes. Os arranjos de Lincoln Olivetti e Waltel Branco, esbanjam cordas, no melhor estilo disco. O tempo acabou provando: como soulman, Tony Bizarro estava longe de ser um Tim Maia. Ainda assim, Nesse Inverno serve como veículo para uma reveladora viagem sonora pela década em que o pop brasileiro tentou virar black.
• Tony Bizarro – O que se faz da vida (1977)

Alcides Nenes deixa claro que se trata de um artista disposto a trabalhar com sonoridades diferentes e experimentais. O Trem, mais uma música de um tema tão forte para nossa cultura, sobre o qual já cantaram Raul Seixas, Gonzaguinha, Mercado de Peixe, entre outros. Desnecessário ressaltar a originalidade da música, captando tanto a força quanto a melancolia de um "trem velho" que chega à estação vazia, aliás, "não tinha nem estação não senhor"...
• Alcides Neves – O trem (1979)
Em 1974, Edson Mello criou o grupo Achados e Perdidos, e causou sensação naquele ano, apresentando-se os componentes do grupo, com cabelos coloridos e roupas espalhafatosas. Um grupo fazia uma alusão ao pop cômico e misturava influencias de Secos e Molhados, Raul seixas e Sergio Brito
• Achados e Perdidos – Festa dos Bichos

O grupo Bango gravou apenas um disco, no início dos anos setenta, para logo em seguida dissolver-se. O disco do Bango foi originalmente lançado pela gravadora brasileira Musidisc.
O som da banda é um mix de Mutantes, hard rock e progressivo, com forte presença de fuzz-guitars, teclados (órgão, especialmente) e vocais em português e inglês. Com qualidade internacional, o disco contém um variado repertório, com rock pesado, rock rural à la '2001', dos já citados Mutantes, e canções pop.
• Bango – Motor Maravilha
Clara Crocodilo foi o primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé com a participação da Banda Sabor de Veneno, que ele havia montado para uma (polêmica) participação no Festival Universitário da Canção da TV Cultura de São Paulo em 1979. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.
• Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno – Orgasmo Total

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Momento Maia – Viva a vaia – O protesto presente no mundo POP!
Uma das atitudes mais legais do mundo pop musical foi sempre o de infernizar valores arcaicos e perturbara erros estabelecidos. De ironias a movimentos e concertos celebres, todo este conceito do “Protesto” dentro da canção pop foi sempre um propagador de idéias e divulgador de temas que por conveniência os detratores do bem publico insistiam em esconder.
A internet com sua velocidade e seu incontrolável poder de divulgação cristalizou bem este conceito por isso certas posturas não passarão mais incólumes.
Para celebrar isto o programa de hoje traz uma coletânea de celebres canções de protesto dos anos 60, época onde tudo isto começou a tornar-se realmente popular!
Vamos ouvir:
1-Where Have All the Flowers Gone? - The Kingston Trio
2. Eve of Destruction - Barry McGuire
3. Universal Soldier - Donovan
4. Laugh at Me - Sonny Bono
5. Let Me Be - The Turtles

6. It's Good News Week - Hedgehoppers Anonymous
7. I Ain't Marching Anymore - Phil Ochs
8. I-Feel-Like-I'm-Fixin'-To-Die Rag - Country Joe & the Fish
9. People Got to Be Free - The Rascals
10. Sky Pilot - Eric Burdon & the Animals

11. Society's Child (Baby I've Been Thinking) - Janis Ian
12. Ball of Confusion (That's What the World Is Today) - The Temptations
13. War - Edwin Starr
14. Signs - Five Man Electrical Band
15. With God on Our Side - Manfred Mann

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Especial Punk Britânico
Um mini especial com algumas das diversas bandas que surgiram a partir dos anos 70 na Grã Bretanha. Esta é a seleção musical do programa, ao lado do nome da banda esta a data de surgimento do grupo.
• (1980)The Anti Nowhere League – I Hate People
• (1977) 999 – Homicide
• (1976) Sham 69 – Borstal Breakout
• (1981) Red London – CND
• (1976)Menace –GLC

• (1976)Alternative TV – How Much Longer
• (1979)Blitz – Warriors
• (1977)Stiff Little Fingers – Listen
• (1976)The Ruts – Babylon is Burning
• (1976)The Damned – Disco Man

• (1979)GBH – Cacth 23
• (1979)The Adicts –
• (1976) Suburban Studs – No Faith
• (1976) U K Subs – I Live in a car
• (1976)Lurkers - New Guitar in Town

• (1978)Chron Gen - Misadvanture
• (1979)Newtown Neurotics – The Mess
• (1976)The Boys – I don´t care
• (1977) Redskins – Don´t Dictate
• (1976) Chelsea - Right To Work

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Momento Maia destaca o antológico selo inglês: Charisma.

Charisma Records foi uma gravadora britânica que surgiu em 1969 criada pelo jornalista Tony Stratton-Smith que teve sua origem jornalística no setor esportivo, motivo de sua paixão pro futebol . Tony Stratton-Smith também foi empresário de bandas como: The Nice, Bonzo Dog Band e Van der Graaf Generator. O selo durou entre 1969-86, e a idéia de criar um selo foi que Tony não conseguia encontrar nenhuma gravadora que lançasse discos que ele gostasse de ouvir. Foi então que decidiu lançar o disco: The Least We Can Do Is Wave To Each Other do Van der Graaf Generator .
Este selo é uma demonstração da devoção e da ritualização da musica, pois cada detalhe revelava uma preocupação com o lado de cultuar o gosto musical, já a partir do distintivo selo do disco, que estampava o revelador chapeleiro maluco da história de Alice no país das maravilhas.
Conseguiu ser um dos selos mais importantes dos anos 70 revelando uma gama de tendências que iam da comedia feita pelo Monty Python ao reggae ,e as vezes ficando estigmatizado, erroneamente, como um selo de rock progressivo por ter tido como grupo de maior sucesso o Genesis.
Pelo cataologo da grvadora passaram nomes como: Peter Gabriel, Julian Lennon ,Lindisfarne, Alan Hull, The Alan Parsons Project, Clifford T. Ward, String Driven Thing, Jack The Lad, Audience, Vivian Stanshall, the Scars, Brand X, Sir John Betjeman and Malcolm McLaren, Peter Hammill, Tony Banks e Steve Hackett . Outro ponto de destaque do selo deve ser considerado o ilustardor Paul Whitehead responsável por grande parte do desenhos de capas e detalhes da gravadora.
Nos anos 80 o selo foi comprado pela Virgin Records. Tony Stratton-Smith morreu em 1987.

Ouviremos no programa:
• Van der Graaf Generator – Out Of My Book
• Genesis - Selling England By The Pound
• Peter Hammil – Happy

• Rare Bird – Sympathy
• Lindsfarne – Lady Eleonor
• Audience – Indian Summer

• Hawkwind – quark strangeness and charm
• Gary Shearston - I Get A Kick Out Of You
• Steve Hackett – How Can I

• Gregory Isaacs – Front Door
• Congo Anshanty R oy - Cloudy Day
• Prince Far I – Put It Out

• Robert King - Paper Heart
• Scars – All about you
• The Creation – Make Time 85

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Momento Maia com mais obscuridades do Brasil
Mario Garcia -Pés de lótus, do disco - Sr. Cisne (1982)
Nascido na cidade de São Paulo, é um artista que ganhou destaque na Argentina, onde hoje tem um grupo de Jazz e um Trio Elétrico chamado Tamanduá Maluco.
O disco Sr Cisne produzido por Mario Garcia em 1982, reflete as influências da música negra e da America latina que .Neste disco foram gravados candombes(um ritmo negro de Montevideo) e foi feito sem nenhuma intenção comercial...era um momento de crescer e fusionar ritmos e foi um momento magico...muita coisa nasceu dentro do estúdio.Gravou com seu irmão Waly Garcia (teclados e pedal de baixo), e o baterista Ricardo Confessori.
Os Megatons Só penso em meu bem- Single (1967)
Grupo paulista Os Megatons, o compacto com as músicas 'Cuidado' e 'Só Penso em Meu Bem', é um dos raros e legais disquinhos da história do rock pop nacional. As duas canções talvez sejam a versão mais bem resolvida e elegante da fusão da Jovem Guarda com a sonoridades psicodélicas que proliferaram naquele momento.O compacto foi lançado em 1967, pela gravadora Mocambo/Rozenblit.Influenciados por Byrds, além dos Beatles, Os Megatons era liderado pela dupla Joe Primo Mareschi e Wagner Benatti, autor de 'O Tijolinho', clássico da Jovem Guarda, gravada por Bobby De Carlo – também integravam o grupo Edgard, Renan, Arnaldo e Luizinho.
De Kalafe – Guera (1968)
Um dos mais raros compactos do pop brasileiro é o que traz as músicas "Guerra" e Mundo Quadrado",saiu, também,pela gravadora Rozemblit, responsável por um grande número de lançamentos alternativos da época.
"Guerra" foi um hit local em São Paulo, a cantora De Kalafe, de origem árabe tinha a carecteristica de canatar descalça,uma ousadia para época. De Kalafe cantava acompanhada do grupo A Turma, que tinha entre seus integrantes Arnaldo Sacomani, depois produtor e radialista e jurado dos ídolos.
Fábio – Lindo Sonho Colorido (1968)
Conhecido pela gravação do hit ‘Estela’ ,o canto Fábio durante os anos setenta, estreou em disco completamente na contramão da então praticamente extinta Jovem Guarda, e sintonizando com os novos tempos.
Em 1968, ele lançou um polêmico compacto, contendo as músicas ‘LSD (Lindo Sonho Delirante)’, dele e Carlos Imperial.
Analfabitles –Sunnyside up (1968)
Os Analfabitles surgidos em1965,no início eram um quarteto e atendiam pelo nome de The New Kings. Uma fase curta, movida por uma aparelhagem pífia e muita disposição. Logo, o pretensioso nome foi abolido, substituído pelo trocadilho com o qual a banda viria a se tornar uma lenda no Rio de Janeiro.Na cola da british invasion e do psicodelismo americano o grupo seguiu um caminho divergente do estilo predominantemente brega da jovem guarda, eles integravam um movimento denominado brazilian beat, um nicho distinto e exclusivo, porém sem muita atenção das TVs e dos jornais e revistas, como recebiam os artistas da jovem guarda.
Som Imaginário – A nova estrela (1970)
Som Imaginário, grupo formado em 1970 por Wagner Tiso (teclados), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão de 12 cordas), Luiz Alves (baixo), Laudir de Oliveira (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas). Nesse ano, com a participação de Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra), dividiu o palco com Milton Nascimento, apresentando o espetáculo "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário".
Ainda em 1970, gravou seu primeiro disco, "Som Imaginário", destacando-se canções como "Feira moderna" (Beto Guedes e Fernando Brant) e "Hey man" (Zé Rodrix e Tavito).
Bené Fonteles - Oração (1983)
O artista plástico, cantor, compositor e poeta paraense Bené Fonteles tem um trabalho respeitado por muitas estrelas da MPB e intelectuais brasileiros. Inicia-se como artista plástico e compositor no começo da década de 70 em Fortaleza - CE, onde também se torna jornalista e editor de arte. Em 1972, inicia trabalho de animação cultural, curadoria e montagem de mostras por quase todo o país.
Karma – Transe Uma (1972)
Segundo se sabe o compositor, guitarrista e fundador de O Terço e do Karma, Jorge Amiden, tenta recuperar a saúde abalada pelo uso de drogas no início dos anos 1970. "Foram muito boas, mas custei a voltar delas", disse em entrevista...
Jorge é o compositor da inesquecível 'Tributo ao Sorriso' (em parceria com Hinds) e de tantas outras canções geniais do repertório de O Terço (1970 a 1971) e do Karma (1972). Era ele o principal arquiteto dos vocais harmoniosos de ambas as bandas. Além do mais, gravou um antológico LP com o Karma, participou do disco 'Sonhos e Memórias' de Erasmo Carlos e integrou a banda de Milton Nascimento. Depois, com o cérebro golpeado, se afastou dos palcos. Seguiu-se, então, um longo e indesejável ostracismo.

Beat Boys – Sempre Esperando (1968)
Famosos por acompanharem Caetano Veloso no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, com a música Alegria, Alegria, a banda Beat Boys era composta de um misto de músicos brasileiros e argentinos radicados em São Paulo. Com Tony Osanah na guitarra e vocal, Cacho Valdez na guitarra, Toyo no órgão, Willie Verdager no baixo e Marcelo Frias na bateria, eles escandalizaram os puristas (assim como a apresentração de Gilberto Gil e Os Mutantes em Domingo no Parque) ao misturarem pela primeira vez rock e MPB em um festival de música popular.

A Bolha – Razão de Existir (1973)
Nascida no Rio de Janeiro, The Bubbles(Depois: A Bolha) - formada por Cesar (solo), Renato (ritmo), Ricardão (baixo), logo substituído por Lincoln, e Ricardo (bateria) - é uma das maiores lendas da história do rock brasileiro. Desde o início da carreira, em meados dos anos sessenta, a banda passou por todas as fases do rock daquela época, da invasão britânica ao hard rock, passando pela psicodelia e pelo semi-progressivo. Em 1966, lançaram o raríssimo compacto com as faixas ‘Não Vou Cortar o Cabelo/Porque Sou Tão Feio’, versões para Los Shakers (Break it All) e The Rolling Stones (Get Out Of My Cloud), respectivamente.

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